Black Lodge

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Sábado, Fevereiro 25, 2006:




É possível?
Arder, mesmo depois de morrer?


Ao som de iron & wine, que conheci no trailer do filme Sobre pais e filho e o Lucas, meu querido, fez a gentiliza de me apresentar


INGRID MANTOVANI // 1:04 AM

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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006:

Crime delicado, Beto Brant
Uma modelo sem perna, um artista e um crítico, jogados em um ambiente urbano, temperados de conversas de bar e pessoas solitárias.



Antonio Martins, o crítico, está acostumado a mulheres castradora, encontrada muitas vezes na arte. A mulher com interesses próprios e com a sua máscara de independência, até encontrar Inês, uma modelo sem perna, que, aparentemente, é frágil e dominada por um artista que, na visão limitada do crítico, usa sua deficiência como motim da sua arte . Conforme o filme vai caminhando, nossa opinião sobre o que é ser dominada e o que é dominar vai se alterando.



È muito fácil ser uma mulher ¿independente¿ quando não se tem nenhum problema aparente. É fácil por usar uma falsa segurança que disfarça os problemas e as fragilidade para os outros. Mas quando alguém tem algum problema nítido, como no caso da Inês que não possui uma perna, ou alguns outros problemas, como estar fora de algum padrão de beleza, descobre-se que esse tipo de feminismo é um embuste, que foge exatamente do que é ser um ser humano. A partir do momento que você assume suas fragilidades, e sendo assim, assume sua humanidade, a questão entre ser homem ou mulher parece ridícula.

Ahh, esqueci de falar, o artista é interpretado por Felipe Ehrenberg, artista mexicano, e as peças que aparecem no filme são dele também. Destaque para a cena de nudez entre ele e a atriz Lilian Taublib. Linda.

INGRID MANTOVANI // 2:08 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006:



Para quem não sabe, as pessoas aí em cima são: minha cunhada e meu irmão, que resolveram ir viver no mato. Mato mesmo, sem internet, tv, telefone, e, por acaso, a luz chegou há pouco tempo.
Uma vida quase a la Zaratustra.


vou sentir saudade, não estou acostumada a desapegos.

INGRID MANTOVANI // 4:02 AM

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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006:

Será que solidão é isso?
Estar só em uma noite fria, ouvindo chet Baker repetidas vezes e não ter alguém para observar? Produzir mil diálogos na própria cabeça que não chegam a sair da boca?
Ou ter a opaca certeza de que a compreensão dos outros é algo inatingível e a companhia que mais lhe agrada é ela mesma, a solidão?



INGRID MANTOVANI // 3:23 AM

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A sabedoria está no excesso

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